terça-feira, 4 de novembro de 2014








Olho por olho.


      A auto-defesa talvez seja o instinto mais forte do ser humano.Dependendo do grau de perigo e pânico submetido, é quase que automático a reação pela proteção, mesmo que para isso tenha que se tirar a vida do seu agressor.Por vezes, chega a ser involuntário.

     No decorrer das centenas dos anos, o indivíduo percebeu que a vida em sociedade é bem melhor aproveitável. Não se ama sozinho, não se produz sozinho, não se cura sozinho, não se prospera sozinho.

     Mas para isso, também se concluiu ser necessária a ordem comum, pautada em diversos princípios e costumes direcionados ao respeito mutuo, a organização e acima de tudo a repressão a qualquer ameaça que cause risco a um ou a todos,principalmente no que diz respeito a proteção da individualidade, patrimônio e a vida do cidadão.

     Recentemente, a mídia vem soltando fatos isolados, porém repetidos, de pessoas tidas como "de bem", aplicando por conta própria penalidades violentas a criminosos, em plena praça e a luz do dia, em resposta aos delitos por estes cometidos.

     Do outro lado, mais freqüentes são as notícias do caos e desordem da máquina governamental no que diz respeito ao seu poder de polícia, balburdia evidente na fragilidade do policiamento diante ao poderio de impacto do crime organizado...pior!!!!!...da submissão desses mesmos ao crime desorganizado!!!!! 

     Se invade, se rouba, se mata, e de crescimento equivalente, apenas a sensação de impotência, fragilidade e impunidade.

     A moradia não é mais local seguro.Talvez seja melhor deixar as janelas abertas e as portas destrancadas, pois pode ser que o prejuízo do reparo seja menor. Seria cômico, se não fosse trágico. 

     De duas uma: ou a administração pública se reorganiza e aplica mecanismos rápidos e eficientes contra todo o tipo de criminalidade, sendo ela leve ou grave, ou corremos o iminente risco da nossa próxima fase de “evolução” ser retroagir a aceitação, e por que não a legalidade, do “olho por olho, dente por dente”.

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